Desejo e Excitação Sexual Feminina: por que nem sempre caminham juntos
- niviaserrapsi
- 6 de jan.
- 4 min de leitura
Meu corpo responde, mas eu não sinto vontade”: entendendo o desejo sexual feminino

Muitas mulheres chegam à terapia dizendo algo parecido com isso:“Eu até lubrifico, meu corpo responde, mas não sinto desejo.”Ou então:“Eu amo meu marido, mas não sinto tesão nele.”
Essas frases carregam culpa, confusão e medo. Medo de estar “fria”, medo de não amar mais, medo de perder o casamento ou de haver algo errado com o próprio corpo.
A boa notícia — e talvez a mais libertadora — é esta:👉 na sexualidade feminina, desejo e excitação sexual não funcionam da forma simples e linear que aprendemos.
E entender isso muda tudo.
O que é desejo sexual feminino?
O desejo sexual feminino não é apenas “vontade de fazer sexo”.Ele envolve:
motivação
interesse
expectativa
pensamentos
emoções
contexto relacional
identidade feminina
Diferente do modelo masculino tradicionalmente ensinado, o desejo feminino nem sempre surge antes do contato sexual. Muitas mulheres não “sentem vontade” espontaneamente, mas podem desenvolver desejo a partir da experiência, da conexão emocional e do significado do encontro.
Isso não é disfunção. É funcionamento.
O que é excitação sexual feminina?
A excitação sexual feminina envolve respostas fisiológicas e subjetivas, como:
lubrificação vaginal
aumento da sensibilidade genital
alterações corporais
sensação subjetiva de excitação (ou não)
E aqui está um ponto central:👉 o corpo pode responder sem que a mulher se sinta excitada psicologicamente.
Isso é mais comum do que se imagina.
Desejo e excitação sexual feminina são a mesma coisa?
Na prática clínica e na experiência real das mulheres, não.
Por muito tempo, desejo e excitação foram tratados como etapas separadas. Porém, os estudos mais atuais mostram que essa divisão é mais didática do que real.
Tanto que o DSM-5 (manual diagnóstico usado na psicologia e psiquiatria) passou a reconhecer o Transtorno do Desejo/Excitação Sexual Feminino como uma única entidade clínica.
Isso reconhece algo fundamental:👉 desejo, excitação, ativação sexual e motivação feminina se misturam e se influenciam mutuamente.
Excitação genital x excitação subjetiva: por que isso confunde tantas mulheres?
Uma das maiores fontes de sofrimento feminino é esta dissociação:
o corpo responde
mas a mente não acompanha
Ou o contrário:
existe fantasia
mas o corpo não reage
Os estudos mostram que, nas mulheres, a correlação entre excitação fisiológica e excitação subjetiva costuma ser baixa. Isso significa que sentir ou não sentir desejo não depende apenas do corpo.
👉 O principal preditor da excitação subjetiva feminina são os pensamentos automáticos durante a experiência sexual.
Ou seja:o que a mulher pensa, sente e significa naquele momento importa mais do que o estímulo físico em si.
É exatamente aqui que a terapia cognitivo-sexual se torna essencial.
Por que muitas mulheres perdem o desejo no casamento?
Essa é uma das perguntas mais buscadas no Google e nas IAs — e também uma das mais dolorosas.
Em relacionamentos longos, especialmente quando há:
rotina
maternidade
excesso de previsibilidade
segurança emocional total
muitas mulheres deixam de acessar o parceiro como objeto de desejo, mesmo mantendo amor, respeito e parceria.
Isso acontece porque o desejo erótico precisa de:
espaço psíquico
identidade individual
sensação de alteridade (o outro como outro)
significado emocional
👉 Segurança excessiva pode sustentar o vínculo, mas não necessariamente o desejo.
E isso não significa falta de amor.
“Se senti desejo por outro, o problema sou eu?”
Não.
Quando uma mulher relata ter sentido excitação intensa fora do relacionamento, isso não cria o desejo — apenas ativa algo que já existia, mas estava desconectado dentro do casamento.
Normalmente, o contexto extraconjugal envolve:
novidade
risco
olhar desejante
identidade feminina fora dos papéis de esposa e mãe
O corpo responde porque o desejo não estava morto, apenas deslocado.
O sofrimento surge quando a mulher conclui:
“Então eu sou defeituosa”ou“Se não sinto com quem está ao meu lado, algo precisa ser consertado em mim”
Esse tipo de interpretação só aprofunda a culpa e a desconexão.
Desejo sexual feminino é hormonal ou psicológico?
Pode envolver hormônios, sim — mas, na maioria dos casos atendidos em consultório, o fator central é psicológico e relacional.
Os estudos mostram que:
o valor motivacional do estímulo sexual é aprendido
o desejo é influenciado por experiências, associações, emoções e crenças
muitas respostas acontecem de forma pré-consciente
Por isso, soluções rápidas ou exclusivamente fisiológicas costumam frustrar.
Desejo sexual feminino pode ser reaprendido?
Sim. Mas não com receitas prontas, técnicas isoladas ou promessas milagrosas.
O desejo feminino pode ser ressignificado e reconstruído quando a mulher compreende:
sua história sexual
seus padrões de pensamento
a relação entre segurança, culpa e erotismo
o lugar do corpo e da mente na excitação
É exatamente isso que a Terapia Cognitivo-Sexual trabalha.
Como a Terapia Cognitivo-Sexual ajuda no desejo e excitação feminina?
A Terapia Cognitivo-Sexual atua em pontos centrais, como:
identificação de pensamentos automáticos que bloqueiam o desejo
compreensão da dissociação entre corpo e mente
resgate da identidade feminina além dos papéis
elaboração da culpa, da vergonha e do medo
reconstrução da excitação subjetiva
melhoria da comunicação sexual no casal
Não se trata de “forçar vontade”, mas de criar condições psíquicas para que o desejo volte a existir sem violência emocional.
Quando procurar uma psicóloga especializada em sexualidade?
Você pode se beneficiar de terapia sexual se:
sente excitação corporal, mas não desejo
perdeu o interesse sexual no casamento
sente culpa por não desejar o parceiro
vive confusão entre amor, desejo e compromisso
percebe que o corpo responde mais em contextos específicos
quer entender sua sexualidade sem julgamentos
Buscar ajuda não é sinal de fracasso — é sinal de maturidade emocional.
Um convite final
A sexualidade feminina não é simples, linear nem automática.Ela é construída ao longo da vida, atravessada por histórias, vínculos, pensamentos e emoções.
👉 Você não está quebrada
.👉 Seu corpo não está te traindo.
👉 O desejo não desaparece — ele se reorganiza.
Se você sente que chegou a hora de compreender sua sexualidade com profundidade, sem culpa e sem promessas vazias, a Terapia Cognitivo-Sexual pode ser um caminho transformador.
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