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Por que você se esqueceu de si mesma? | Amor-próprio feminino e autoestima

  • Foto do escritor: niviaserrapsi
    niviaserrapsi
  • há 3 dias
  • 5 min de leitura

Como a baixa autoestima faz muitas mulheres viverem para os outros e se abandonarem emocionalmente

amor-próprio feminino

O amor-próprio feminino não desaparece de uma vez. Ele vai sendo deixado de lado aos poucos, em pequenas renúncias. Primeiro, a mulher deixa de dizer o que sente para evitar conflitos. Depois, começa a colocar as necessidades de todos acima das próprias. Com o tempo, já não sabe mais o que gosta, o que deseja ou até mesmo quem se tornou.

Muitas mulheres passam anos funcionando no automático: cuidando da casa, dos filhos, do relacionamento, do trabalho, tentando agradar todo mundo, enquanto carregam por dentro uma sensação constante de vazio, insuficiência e solidão emocional.

Elas continuam sorrindo, funcionando e resolvendo problemas, mas internamente vivem cansadas de tentar ser tudo para todos sem conseguir sentir que são importantes para alguém — inclusive para si mesmas.

Esse afastamento de si mesma costuma estar profundamente ligado à baixa autoestima, às crenças de desvalor, ao medo da rejeição e à necessidade excessiva de aprovação.

E o mais doloroso é que muitas nem percebem que estão vivendo isso.


O amor-próprio feminino não é egoísmo

Existe uma ideia muito equivocada de que uma mulher que se prioriza está sendo egoísta. Muitas cresceram ouvindo que deveriam ser fortes, compreensivas, pacientes, disponíveis e agradáveis o tempo inteiro.

Aprenderam a cuidar de todos, mas não aprenderam a cuidar de si mesmas.

Com isso, passaram a acreditar que:

  • precisam merecer amor;

  • precisam ser úteis para serem importantes;

  • precisam suportar tudo para manter um relacionamento;

  • precisam agradar para não serem abandonadas;

  • precisam se sacrificar para serem valorizadas.

O problema é que, quando o amor depende de esforço constante, a relação deixa de ser saudável e passa a ser uma tentativa permanente de evitar rejeição.

Muitas mulheres só percebem o quanto se abandonaram quando começam a sentir:

  • ansiedade constante;

  • esgotamento emocional;

  • sensação de invisibilidade;

  • tristeza frequente;

  • dependência emocional;

  • medo intenso de perder o parceiro;

  • dificuldade de dizer “não”;

  • culpa ao se priorizar;

  • sensação de não ser suficiente.

O amor-próprio feminino saudável não transforma alguém em arrogante.

Ele apenas permite que a mulher deixe de se diminuir para ser aceita.


A crença de desvalor: “eu não sou suficiente”

Grande parte das mulheres que sofrem emocionalmente nos relacionamentos carrega crenças profundas construídas ao longo da vida.

Essas crenças normalmente começam cedo:

  • críticas excessivas;

  • comparações;

  • rejeições emocionais;

  • abandono afetivo;

  • pais emocionalmente indisponíveis;

  • relacionamentos traumáticos;

  • necessidade de aprovação constante.

A partir disso, a mulher começa a construir uma visão distorcida sobre si mesma:

  • “ninguém vai me amar de verdade”;

  • “eu preciso fazer muito para merecer amor”;

  • “se eu desagradar, vou ser abandonada”;

  • “o problema deve estar em mim”;

  • “eu nunca sou boa o suficiente”.

Essas crenças influenciam diretamente a forma como ela se relaciona.

Muitas passam a aceitar:

  • migalhas emocionais;

  • relacionamentos frios;

  • parceiros emocionalmente indisponíveis;

  • desrespeito;

  • traições repetidas;

  • ausência de reciprocidade;

  • relações onde dão tudo e recebem pouco.

Não porque gostem de sofrer, mas porque, no fundo, acreditam que aquilo é o máximo de amor que conseguirão receber.


Mulheres que vivem para agradar acabam se perdendo de si mesmas

Uma das maiores dores emocionais femininas hoje é a compulsão por agradar.

A mulher tenta evitar conflitos, tenta ser perfeita, tenta não decepcionar ninguém. Ela se adapta, se cala, suporta, compreende demais e se culpa o tempo inteiro.

Externamente, parece forte.

Internamente, está exausta.

Muitas mulheres chegam à terapia dizendo:

  • “eu não sei mais quem eu sou”;

  • “eu vivo para os outros”;

  • “eu me perdi dentro do relacionamento”;

  • “eu não consigo me priorizar”;

  • “eu faço tudo por todos e ninguém faz por mim”;

  • “eu sinto que nunca sou suficiente”.

Em muitos casos, a mulher se tornou tão acostumada a cuidar das necessidades emocionais dos outros que perdeu contato com as próprias necessidades.

Isso gera um vazio emocional silencioso.

E esse vazio costuma aparecer em forma de:

  • ansiedade;

  • irritação;

  • crises emocionais;

  • baixa libido;

  • tristeza constante;

  • compulsões;

  • carência afetiva;

  • sensação de abandono;

  • dificuldade de sentir prazer na vida.


O desamor começa na forma como você fala consigo mesma

Existe algo muito importante que poucas pessoas percebem: a forma como você conversa consigo mesma influencia diretamente sua autoestima.

Muitas mulheres possuem um diálogo interno extremamente agressivo:

  • “eu sou chata”;

  • “ninguém vai me amar”;

  • “eu estrago tudo”;

  • “eu sou insuficiente”;

  • “eu não consigo”;

  • “eu sou fraca”;

  • “eu não tenho valor”.

Com o tempo, esses pensamentos deixam de parecer pensamentos e passam a parecer verdades absolutas.

A mulher começa a acreditar que merece menos. Aceita menos. Tolera mais dor.

Se culpa mais. Se cobra mais. Se abandona mais.

Por isso, desenvolver amor-próprio feminino também envolve aprender a olhar para si mesma com mais respeito, acolhimento e consciência emocional.


O medo da rejeição faz muitas mulheres aceitarem relações dolorosas

Uma mulher emocionalmente desconectada de si mesma frequentemente vive com medo de:

  • ser abandonada;

  • ser rejeitada;

  • decepcionar os outros;

  • ficar sozinha;

  • não ser escolhida.

Esse medo pode fazer com que ela:

  • permaneça em relações ruins;

  • aceite humilhações;

  • silencie necessidades emocionais;

  • tente “comprar amor” através do excesso de dedicação;

  • viva em função da aprovação do parceiro.

Muitas vezes, ela acredita que está lutando pelo relacionamento, quando na verdade está tentando provar o próprio valor.

O problema é que nenhuma quantidade de esforço consegue preencher uma crença profunda de desvalor.

Enquanto a mulher acreditar que não merece amor saudável, continuará escolhendo relações que reforçam essa dor.


Como recuperar o amor-próprio feminino

Recuperar o amor-próprio feminino não significa virar outra pessoa. Significa voltar a enxergar a si mesma.

O processo terapêutico ajuda a:

  • identificar crenças emocionais profundas;

  • fortalecer a autoestima;

  • desenvolver autonomia emocional;

  • melhorar os relacionamentos;

  • diminuir a dependência emocional;

  • aprender a estabelecer limites;

  • reduzir a autocrítica;

  • reconhecer padrões destrutivos;

  • desenvolver inteligência emocional;

  • reconstruir a identidade emocional da mulher.

Muitas mulheres passaram tantos anos tentando sobreviver emocionalmente que nunca aprenderam verdadeiramente a se amar.

Mas isso pode ser reconstruído.


Quem oferece apoio a relacionamentos no Rio de Janeiro?

Muitas pessoas buscam apoio psicológico quando percebem que estão emocionalmente sobrecarregadas, vivendo conflitos nos relacionamentos, baixa autoestima, dependência emocional ou dificuldade de se posicionar.

A Psicóloga Nivia Serra — CRP 05/50281 oferece atendimento psicológico para mulheres, casais e famílias, com foco em relacionamentos, autoestima, ansiedade, dependência emocional e terapia cognitivo-comportamental.

O atendimento pode ser realizado:

  • online para brasileiros em qualquer lugar do mundo;

  • presencialmente no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro – RJ – Brasil.

A terapia ajuda mulheres que:

  • se anulam nos relacionamentos;

  • sofrem com rejeição;

  • vivem relações desgastantes;

  • perderam o amor-próprio;

  • sentem-se emocionalmente esgotadas;

  • possuem dificuldade de impor limites;

  • vivem tentando agradar todos ao redor.


Você não precisa continuar vivendo esquecida de si mesma

Talvez você tenha passado anos acreditando que precisava ser forte o tempo inteiro. Talvez tenha aprendido a cuidar de todos e abandonado a si mesma no caminho.

Talvez esteja cansada de tentar ser suficiente para pessoas que nunca conseguem enxergar seu valor.

Mas existe uma diferença muito grande entre amar alguém e desaparecer de si mesma.

O amor saudável não exige que você se destrua para ser aceita.

Se você sente que perdeu sua identidade emocional, sua autoestima ou sua capacidade de se priorizar, a terapia pode ajudá-la a reconstruir essa relação consigo mesma.

Sou Psicóloga Nivia Serra — CRP 05/50281, psicóloga especialista em relacionamentos, autoestima feminina, ansiedade e terapia cognitivo-comportamental.

O atendimento é realizado online para brasileiros em qualquer lugar do mundo ou presencialmente no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro – RJ – Brasil.

Clique no botão do WhatsApp e agende sua sessão.

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