Até que ponto sexo é importante? Quando a mulher ama, mas o desejo não acompanha
- niviaserrapsi
- 25 de jan.
- 4 min de leitura
Até que ponto sexo é importante para mulheres que se sentem seguras no relacionamento, mas não conseguem mais acessar o próprio desejo?

A pergunta que muitas mulheres fazem em silêncio
“Até que ponto sexo é importante?”
Essa pergunta costuma surgir em silêncio, na intimidade do pensamento, geralmente acompanhada de culpa e confusão.Ela aparece quando a mulher olha para o relacionamento e percebe que há amor, parceria, respeito, mas algo essencial não está mais ali: o desejo.
Muitas mulheres não chegam dizendo que têm um “problema sexual”.Elas chegam dizendo que não sabem mais o que sentem.
Sentem carinho, vínculo, companheirismo — mas o corpo não responde.E então surge a dúvida: “Será que estou exagerando? Será que sexo é mesmo tão importante assim?”
Até que ponto sexo é importante quando existe amor?
Essa é uma das maiores armadilhas emocionais vividas por mulheres em relacionamentos estáveis.
Existe a crença de que:
se há amor, o sexo deveria se ajustar
se o parceiro é “bom”, o desejo deveria aparecer
se tudo está bem fora da cama, não seria justo reclamar do que acontece dentro dela
Mas a realidade clínica mostra algo diferente:
👉 o amor pode permanecer enquanto o desejo se apaga.
E isso não significa desamor, frieza ou falta de gratidão.Significa que amor e desejo obedecem a lógicas diferentes.
O amor busca segurança.O desejo precisa de espaço, vitalidade e identidade própria.
Quando o corpo se fecha, mas a mulher continua tentando entender
Muitas mulheres vivem um conflito interno intenso:
querem desejar
tentam se forçar
se cobram
se sentem culpadas por evitar o sexo
sentem medo de perder o parceiro
E quanto mais tentam “funcionar”, mais o corpo se fecha.
Nesses casos, a pergunta “até que ponto sexo é importante” não é sobre frequência.É sobre sentido.
O corpo começa a dizer “não” quando algo dentro da mulher não está sendo escutado.
A sexualidade feminina e a herança da culpa
Mesmo mulheres modernas, informadas e independentes carregam uma herança silenciosa:
vergonha do próprio desejo
dificuldade de pedir prazer
medo de parecer “demais”
aprendizado de que sexo é concessão, não escolha
Por isso, muitas aprenderam a:
cuidar do outro antes de si
silenciar o próprio corpo
priorizar a harmonia do relacionamento
Com o tempo, o desejo vai sendo empurrado para um lugar distante.
Não porque desapareceu, mas porque se tornou perigoso.
Até que ponto sexo é importante depois da maternidade?
Após a maternidade, essa pergunta se intensifica.
Muitas mulheres:
se sentem exaustas
vivem em função dos filhos
perdem o espaço psíquico para si
passam a se ver apenas como mães
A gravidez e os filhos, muitas vezes, funcionam como uma justificativa socialmente aceita para o afastamento do erotismo.
Mas o sofrimento vem depois:
culpa por não desejar
medo de afastar o parceiro
sensação de não se reconhecer mais como mulher
Nesses casos, perguntar “até que ponto sexo é importante” é também perguntar:
“Em que momento eu deixei de existir para mim?”
Como essa dinâmica afeta o parceiro(a)
Embora esse texto fale com mulheres, é importante reconhecer o impacto no relacionamento.
Quando o sexo desaparece:
o parceiro pode se sentir rejeitado
a comunicação se torna tensa ou inexistente
surgem inseguranças, ressentimentos e silêncios
o sexo vira termômetro do vínculo
Cria-se um ciclo doloroso:
um cobra
o outro se fecha
ambos sofrem
E, mais uma vez, o problema não é apenas sexo.É tudo o que ele passa a representar.
Até que ponto sexo é importante… ou ele virou sintoma?
Na terapia, trabalhamos com uma pergunta fundamental:
👉 o sexo é o problema ou ele virou o lugar onde o problema aparece?
Na maioria dos casos, a dificuldade sexual feminina é um sintoma emocional, não uma falha biológica.
O corpo comunica:
cansaço emocional
limites não respeitados
histórias de repressão
medo de se expor
perda de identidade
Quando o corpo diz “não”, ele está pedindo escuta, não correção.
O que a Terapia Cognitivo-Sexual faz de diferente
A Terapia Cognitivo-Sexual não ensina técnicas para “voltar a ter vontade”.
Ela ajuda a mulher a:
identificar crenças distorcidas sobre sexo e prazer
compreender a própria história sexual e emocional
reduzir culpa e vergonha
reconstruir a relação com o corpo
diferenciar desejo genuíno de obrigação
O objetivo não é aumentar frequência sexual
.É restaurar a autonomia da mulher sobre o próprio desejo.
Quando isso acontece, o prazer pode reaparecer — não como dever, mas como escolha.
A transformação possível: do silêncio à reconexão
Mulheres que passam pela terapia relatam mudanças profundas:
param de se violentar tentando corresponder
aprendem a falar sobre sexo sem medo
entendem o que desejam — e o que não desejam
recuperam a sensação de estar vivas no próprio corpo
conseguem se posicionar no relacionamento
O sexo deixa de ser um campo de culpa e volta a ser um espaço possível de encontro.
Até que ponto sexo é importante? Depende do que ele representa
Essa pergunta não tem uma resposta universal.
Sexo pode representar:
validação
pertencimento
identidade
medo
obrigação
prazer
Na terapia, o trabalho é compreender o que ele representa para você.
E só a partir disso é possível fazer escolhas mais conscientes — seja para reconstruir a sexualidade, seja para repensar o relacionamento.
Meu trabalho como psicóloga na área da sexualidade
Sou psicóloga CRP05/50281, com atuação focada em relacionamentos, sexualidade e Terapia Cognitivo-Sexual.
Atendo mulheres que vivem conflitos como:
perda do desejo
culpa sexual
dificuldade de se expressar intimamente
sofrimento no relacionamento
sensação de desconexão do próprio corpo
O atendimento é feito com escuta profunda, sem julgamentos, respeitando a história e o tempo de cada mulher.
O processo pode ser individual e, quando necessário, evoluir para o trabalho com o casal.
Você não precisa continuar vivendo nessa dúvida
Se essa pergunta — “até que ponto sexo é importante?” — tem aparecido com frequência na sua vida, talvez ela esteja pedindo algo mais profundo do que respostas rápidas.
👉 Ela pode estar pedindo cuidado.
Agende sua terapia comigo
Atendo online, para brasileiras em qualquer lugar do mundo, e presencialmente no Rio de Janeiro.
Cuidar da sua sexualidade é cuidar da sua história, do seu corpo e das suas escolhas.
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