O que os pais deram mesmo sem ter: reflexões que curam feridas familiares
- niviaserrapsi
- 6 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Sabe lá o que é não ter, e ter que ter pra dar?

Há músicas que parecem conversas com a alma. A canção “Esquinas”, de Djavan, é uma delas. Em especial, o trecho:
“Sabe lá o que é não ter
E ter que ter pra dar
Sabe lá...”
...tem servido como ponto de partida para reflexões profundas que surgem em sessões de terapia.
Esse verso traduz de forma poética a experiência de muitos pais e mães das décadas de 1950 e 1960 — pessoas que, mesmo tendo crescido com escassez de afeto, orientação ou recursos, se desdobraram para oferecer aos seus filhos algo melhor. Mesmo sem terem tido referências ou apoio, se esforçaram para dar o que não tinham recebido.
E é por isso que muitos filhos — hoje adultos nascidos nas décadas de 70, 80 e 90 — chegam à terapia com sentimentos ambíguos: mágoa, cobrança, saudade, e ao mesmo tempo gratidão. Muitos carregam o peso de histórias mal resolvidas, de silêncios doídos, de gestos que faltaram. Mas será que já pararam para refletir sobre o que esses pais enfrentaram? Sobre as cicatrizes emocionais que também carregam?
A dor pode ser transgeracional, mas a cura também pode ser.
Nem todo gesto de amor se faz com palavras doces. Para muitos desses pais, o amor foi demonstrado em forma de trabalho duro, comida no prato, roupa lavada, disciplina. Faltou presença, talvez, mas não necessariamente intenção.
É claro: reconhecer isso não invalida o que doeu. Ninguém precisa romantizar a ausência ou fingir que não foi difícil. Mas compreender o contexto em que nossos pais viveram pode abrir espaço para algo novo — aceitação, empatia e, em alguns casos, reconciliação.
Foi o que aconteceu com um cliente que, depois de anos de afastamento, se permitiu olhar para a história de seu pai com outros olhos. Ao entender que aquele homem também teve suas limitações, ele conseguiu, finalmente, fazer uma ligação. E ali começou uma nova conversa — mais madura, mais real, mais possível.
Se você sente que há mágoas antigas que ainda pesam em suas relações familiares, talvez seja hora de olhar para elas com cuidado e apoio. A Terapia Familiar ou Individual pode ser um caminho para transformar dor em compreensão.
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👩⚕️ Psicóloga Nivia Serra — CRP 05/50281
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