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Meu relacionamento é abusivo? Quando o problema não é o conflito, é a violência

  • Foto do escritor: niviaserrapsi
    niviaserrapsi
  • há 5 dias
  • 3 min de leitura

Meu relacionamento é abusivo? Entenda os sinais que não devem ser normalizados

meu relacionamento é abusivo

Meu relacionamento é abusivo ou estou exagerando?

Essa é uma das perguntas mais feitas hoje no Google e nas IAs. E ela quase nunca vem por curiosidade — vem acompanhada de medo, confusão e silêncio.

Muitas pessoas chegam à terapia dizendo:

  • “Ele nunca me bateu, mas eu tenho medo.”

  • “Ela grita, humilha, controla… isso é violência?”

  • “Talvez eu seja sensível demais.”

  • “Se eu falasse melhor, isso não aconteceria.”

Quando alguém se pergunta “meu relacionamento é abusivo?”, geralmente já existe sofrimento suficiente para que essa dúvida precise ser levada a sério.


Nem todo conflito é abuso — mas nem todo abuso parece violência

Conflitos fazem parte de qualquer relação. Discussões, frustrações e diferenças não definem, por si só, um relacionamento abusivo.

O problema começa quando o vínculo deixa de ser um espaço de segurança emocional.

Violência em relacionamentos não começa no soco. Ela pode aparecer como:

  • abuso verbal constante

  • humilhação, ironia e desprezo

  • controle de comportamentos, roupas, amizades

  • intimidação, ameaças ou medo de desagradar

  • empurrões, bloqueio de passagem, agressões “leves”

  • destruição de objetos como forma de intimidar

Esses comportamentos não são conflitos mal resolvidos.São sinais de abuso.


Violência não é responsabilidade do casal — é responsabilidade de quem agride

Esse é um ponto essencial, e muitas pessoas precisam ouvir isso claramente:

👉 Nenhuma provocação justifica agressão.

👉 Nenhuma falha de comunicação causa violência.

👉 Nenhuma rejeição autoriza abuso.

Em um relacionamento, ambos podem ser responsáveis por conflitos. Mas violência, coerção e abuso são responsabilidade exclusiva de quem pratica.

Quando essa distinção não é feita, a vítima passa a se culpar — e o agressor se justifica.


Violência doméstica também acontece com homens

Sim, existem homens que vivem violência doméstica — em relações heterossexuais ou homoafetivas.

Homens também podem sofrer:

  • abuso psicológico

  • humilhação constante

  • agressões físicas

  • controle e intimidação

O silêncio masculino costuma ser ainda maior por medo de:

  • não serem levados a sério

  • vergonha

  • deslegitimação do sofrimento

Violência não tem um único rosto. Mas tem um padrão: domínio, medo e anulação do outro.


Por que a violência “leve” nunca deve ser ignorada

Empurrões, agarrões, intimidação e ameaças são frequentemente minimizados.

Mas a ciência clínica é clara:

A violência leve é um fator de risco para a violência grave.

Além disso, quando há filhos no ambiente, mesmo que não sejam agredidos diretamente, eles são afetados emocionalmente, desenvolvendo medo, ansiedade e insegurança.

Normalizar esses comportamentos é abrir espaço para que eles se repitam — e se intensifiquem.


Terapia de casal resolve violência doméstica?

Essa é outra busca muito comum.

E a resposta precisa ser ética e clara:

Não. Terapia de casal não é indicada quando há violência ativa.

Quando existe abuso, colocar vítima e agressor no mesmo espaço terapêutico pode:

  • silenciar quem sofre

  • aumentar a culpa

  • elevar o risco de novas agressões

Antes de qualquer trabalho relacional, a prioridade é a segurança emocional e física.


Quando a terapia individual é o caminho mais seguro

A terapia individual é indicada quando você:

  • vive medo dentro do relacionamento

  • se sente confuso(a), culpado(a) ou paralisado(a)

  • perdeu a confiança na própria percepção

  • não sabe mais o que é normal ou aceitável

  • sente que “algo está errado”, mas não consegue nomear

Na terapia individual, você não precisa justificar sua dor. Você aprende a reconhecer padrões, fortalecer limites e recuperar sua autonomia emocional.


Os benefícios da terapia individual focada em relacionamentos e sexualidade

Ao trabalhar com uma psicóloga especializada em relacionamentos e sexualidade, você pode:

✔ compreender o que está acontecendo sem julgamento

✔ diferenciar conflito de abuso

✔ reconstruir autoestima e segurança emocional

✔ sair da lógica da culpa

✔ aprender a estabelecer limites reais

✔ entender por que permanece em relações que machucam

✔ se preparar emocionalmente para decisões difíceis

✔ resgatar sua identidade, desejo e autonomia

A terapia não diz o que você deve fazer. Ela te devolve clareza, força e escolha.


Meu relacionamento é abusivo — e agora?

Se essa pergunta chegou até você, ela merece atenção.

Ignorar sinais de abuso não faz a violência desaparecer.Nomear o que acontece é o primeiro passo para interromper o ciclo.

Você não precisa passar por isso sozinho(a).E não precisa esperar “ficar pior” para buscar ajuda.


Vamos juntos mudar isso? Dê o primeiro passo com apoio profissional.


Sou Nivia Serra, psicóloga (CRP 05/50281), com foco em relacionamentos, sexualidade e vínculos afetivos.Atendo pessoas que vivem confusão emocional, abuso psicológico, violência doméstica e relações marcadas por medo e sofrimento.

📍 Atendimento online para brasileiros no Brasil e no exterior

📍 Atendimento presencial no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro, RJ

👉 Se você se pergunta “meu relacionamento é abusivo?”, esse já é um motivo suficiente para cuidar de você.

Clique no botão do WhatsApp e agende sua sessão individual.

Você merece relações que não machucam. E merece ajuda profissional para reconstruir sua vida com segurança e dignidade.

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