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Sexualidade na Gravidez e no Pós-Parto: quando o corpo muda, o desejo oscila e o casal precisa se reinventar

  • Foto do escritor: niviaserrapsi
    niviaserrapsi
  • 28 de jan.
  • 4 min de leitura

A sexualidade na gravidez e no pós-parto envolve mudanças profundas no corpo feminino, nos hormônios, nas emoções e na dinâmica do casal.

sexualidade na gravidez

A sexualidade na gravidez e no pós-parto envolve mudanças profundas no corpo feminino, nos hormônios, nas emoções e na dinâmica do casal. Apesar disso, muitas mulheres atravessam esse período acreditando que algo está errado com elas — quando, na verdade, estão vivendo uma das maiores transições físicas e emocionais da vida.

A gravidez costuma ser romantizada como um tempo de plenitude. Mas, na prática, ela também pode marcar o início de conflitos silenciosos com o próprio corpo, com o desejo sexual e com a intimidade no relacionamento.

Este texto é para mulheres — e casais — que sentem que a sexualidade mudou e não sabem se isso é normal, temporário ou um sinal de que precisam de ajuda.


Sexualidade na gravidez: mudanças reais no corpo e no desejo feminino

Durante a gestação, o corpo feminino passa por alterações hormonais intensas que impactam diretamente o desejo sexual, a excitação e a disposição para o contato íntimo.

No primeiro trimestre, é comum surgirem:

  • Cansaço excessivo

  • Náuseas

  • Oscilações de humor

  • Redução do desejo sexual

Muitas mulheres evitam o contato íntimo não por falta de amor, mas porque o corpo simplesmente não responde como antes.

No segundo trimestre, com maior estabilidade hormonal, algumas mulheres relatam retorno do desejo e até aumento da sensibilidade corporal. Para outras, o desejo continua reduzido — e isso também é normal.

No terceiro trimestre, o aumento do peso, o desconforto físico e as limitações posturais podem tornar o sexo menos confortável, exigindo adaptações e novas formas de intimidade.

👉 Na sexualidade na gravidez, não existe um padrão correto. O problema surge quando a mulher se cobra ou o parceiro(a) cobra para funcionar como antes.


Sexualidade na gravidez e o papel do assoalho pélvico

Pouco se fala sobre o impacto da gestação no assoalho pélvico, estrutura fundamental para a função sexual.

Durante a gravidez, essa musculatura sustenta o peso do bebê, da placenta e do líquido amniótico. Essa sobrecarga pode provocar:

  • Alterações de sensibilidade vaginal

  • Diminuição do prazer

  • Dor durante a relação

  • Medo de machucar

Quando o corpo associa sexo à dor ou desconforto, o desejo tende a diminuir como mecanismo de proteção.

Isso não é psicológico no sentido pejorativo — é fisiológico e emocional ao mesmo tempo.


Parto, intervenções e impactos na sexualidade feminina

Independentemente da via de parto, o trabalho de parto já representa um estresse importante para o corpo feminino. Em alguns casos, intervenções como episiotomia ou lacerações podem deixar marcas físicas e emocionais.

Essas experiências podem gerar:

  • Dor persistente

  • Medo da penetração

  • Ansiedade antecipatória

  • Evitação sexual

Forma-se, então, um ciclo comum: medo → tensão → dor → afastamento.

Sem orientação adequada, muitas mulheres passam a acreditar que “o corpo nunca mais será o mesmo”.


É normal perder o desejo sexual no pós-parto?

Sim. A queda do desejo sexual no pós-parto é comum e esperada, especialmente nos primeiros meses após o nascimento do bebê.

Durante esse período, ocorrem mudanças hormonais importantes, principalmente em mulheres que amamentam. O aumento da prolactina e a redução do estrogênio podem provocar:

  • Diminuição da libido

  • Ressecamento vaginal

  • Cansaço intenso

  • Oscilações de humor

Além disso, há privação de sono, sobrecarga emocional e uma profunda reorganização da identidade feminina.

Muitas mulheres se perguntam, em silêncio:“Onde ficou a mulher que eu era antes de ser mãe?”


Sexualidade no pós-parto: quando a mente trava antes do corpo

Algumas mulheres até sentem vontade, mas não conseguem se entregar. Outras não sentem desejo algum e passam a se culpar.

No pós-parto, são comuns pensamentos como:

  • “Meu corpo não é mais atraente”

  • “Tenho medo de sentir dor”

  • “Não consigo relaxar”

  • “Meu parceiro não entende o que mudou”

Esses pensamentos aumentam a ansiedade e reforçam o afastamento sexual.


Por que o sexo muda depois da chegada do bebê?

A chegada de um filho transforma o casal em uma estrutura triádica. O tempo, a energia e a atenção que antes eram do casal passam a ser compartilhados.

Quando não há diálogo, o parceiro pode interpretar a falta de desejo como rejeição. A mulher, por sua vez, pode se sentir pressionada a “voltar ao normal” antes de estar pronta.

É nesse contexto que conflitos conjugais, distanciamento emocional e sofrimento silencioso costumam surgir.


Quando a terapia cognitivo-sexual ajuda na sexualidade na gravidez e no pós-parto

A terapia cognitivo-sexual atua de forma integrada, trabalhando:

  • Pensamentos automáticos disfuncionais

  • Emoções associadas ao corpo e ao desejo

  • Medo da dor e da rejeição

  • Comunicação no casal

  • Reconexão com a própria sexualidade

A terapia não cobra desempenho nem impõe ritmo. Ela cria segurança para que o desejo possa reaparecer de forma gradual e respeitosa.


Sexualidade pode mudar. Sofrimento não precisa permanecer.

Se a sua sexualidade na gravidez ou no pós-parto mudou, isso não significa fracasso, frieza ou desinteresse. Significa que você está atravessando uma transição profunda.

Com acompanhamento adequado, é possível:

  • Reduzir a culpa

  • Reconstruir a intimidade

  • Resgatar a conexão com o corpo

  • Fortalecer o relacionamento

👉 Agende sua terapia individual ou de casal comigo.

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